Manifesto
Um sistema que não consegue responder não está errado. Está incompleto.
Escrever código está ficando mais barato. Compreender profundamente um domínio continua difícil.
A maior parte dos sistemas é julgada no dia da entrega. Os nossos são julgados anos depois, por alguém que não estava na conversa e que chega com uma pergunta específica: por quê.
Essa pergunta não é hostil. É o funcionamento normal dos lugares onde trabalhamos. Um auditor pede a memória de cálculo. Um perito ataca o laudo. Alguém quer saber de onde saiu a resposta que a máquina deu.
Projetar para essa pergunta muda tudo o que vem antes. Muda o que se registra e o que se descarta. Muda o que se aceita como atalho. Muda, principalmente, o que se recusa a automatizar — porque automatizar uma decisão que ninguém consegue reconstruir depois não resolve um risco, apenas o transfere.
Preferimos poucos sistemas profundos a muitos sistemas rasos. Preferimos começar devagar. Preferimos entregar mais tarde a entregar algo que não conseguimos defender.
Não temos pressa de parecer grandes.